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Allora &  Calzadilla

Romance

Mariposa – João Gilberto

Mais blogs para todos os gostos

 

Adoro o Contemporânea, da Carla Rodrigues, suas pautas geralmente dão o que pensar. Gosto do jeito direto e reto que ela escreve e do modo como relaciona suas várias leituras. E, quando posso, vou atrás do que ela lê. É muito bacana como ela trata a questão da mulher hoje, não cai num feminismo aguerrido ou estereotipado, mas não deixa de ser feminista. Precisamos de um blog assim no cenário.

Um outro que tenho visitado é o Don’t touch my moleskine, da Dani Arrais. Ela é uma postadora compulsiva, e podemos esbarrar com quase tudo em seu blog, fotos, canções, cartazes, tudo muito in e simpático. E o que é melhor: ela sempre dá o link de onde retirou suas pérolas. O Don’t para mim funciona como um armarinho eletrônico, encontro o que não estava procurando e me atualizo no que nem desconfiava que existia. Está de bom tamanho.

Um muito legal também é Cinema, Sartre e Salto alto, da Cassy Dias, a menina é muito antenada, sobretudo em literatura. Lê os autores contemporâneos nacionais e deixa bem claras suas preferências, o que é um grande mérito, vamos combinar. Mesmo que não concordemos com ela. Além disso, é muito bem informada sobre literatura contemporânea de língua inglesa, coisa de que todo mundo fala, mas poucos lêem, sobretudo no original. Aliás, nas poucas vezes que a encontrei, percebi que ela pode pegar mais pesado no blog sobre o que pensa, ela é muito menos salto alto do que parece.

Eu acredito

em anjos

em  árvores

e em papai noel

by meanest indian

Boas festas

by nadine byrne

Em geral é difícil decidir entre os balões e o pescoço. Fiquemos com ambos, boas festas e feliz ano novo, de novo.

 

P.S.: Desculpem a melancolia. Quem sabe eu melhoro?

Maurício Pereira – hits

 

Amei a verborragia tão bem posta e bem dita desta canção, “Trovoa”, uma crônica longa e tão paulista sobre o amor. Tão garoa. Maurício Pereira é um fenômeno tão genuinamente paulistano que isso me comove, mesmo que eu não acredite em coisas genuínas, e sejam tantos os cacos e sotaques, sobretudo em São Paulo, que nos constroem – sua canção é daqui, não tem como.

Pois é, fiquei encantada com a música tão a ponto de explodir e se esparramar do moço, mas tão irônica e humorada que não permite extravasamento, só intensidade sobre intensidade. Espécie de vibe que experimentei em canções de outros grupos e músicos mais “vanguarda paulistana” (detesto o rótulo), mas não com o mesmo gosto. Aqui, sempre senti como se as canções estivessem muito na cabeça e quando fossem postas para fora, de tão digeridas e regurgitadas já viessem em paródia, coisa que me incomodava (que eu cheguei mesmo a detestar).

Mas não foi assim com “Trovoa” nem com “Truques com facas”, acho que isso vem de um despojamento do moço, de seu cantar falado, mas não como um CDF em lingüística como acontece com tantos cantores e cantoras por aqui, uma chatice. São Paulo sabe ser muito tablado e pouco gozo, como se uma nuvem uspiana pairasse por tudo, coisa que ainda seguindo tal tradição, Maurício se safa.

Talvez o genuinamente paulistano seja a paródia (em se tratando do que pude conhecer de música) e, por isso, Maurício Pereira seja tão genuíno. Nunca uma paródia sobre o amor, sobre uma canção romântica me emocionou tanto, talvez o meu gosto tenha mudado, talvez eu suporte mais as canções advindas da massa cinzenta, mas acho que não. Creio que Maurício encontrou uma outra via, mas não me peçam para explicá-la, porque eu não sei, eu só sei que gosto e adoro as letras.

Para letra de “Trovoa” clique aqui.

Para “Truques com Facas” aqui.

P.S.: Assisti o show do moço no Mó!.

Borges

Meu Ensaio sobre a cegueira do ano, sem sombra de dúvida.  

Olho no olho

Eu fito a sua retina como quem beija uma boca, porque seus olhos, quase cegos, escondem o nosso segredo.

 

para Hermeto, Borges e para você.