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Bjork canta em português – Travessia

Faz muito mais sentido ela cantando Travessia.

Ela é única, porque outro Milton. E ele, outra Bjork.

Eu? Um pouco ela, um pouco Milton, um pouco de tudo aquilo que me toca para além do meu entendimento. Sou outros e outras que me atravessam, isso eu sei. É até onde posso ir agora, e o que me faz querer viver.

Assim, assim mesmo.

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+ Lançamento – Contos de Algibeira

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Moçada,

faço parte da antologia composta de autores portugueses e brasileiros, Contos de Algibeira. Ela terá lançamento este ano em Porto Alegre,RS, e em Portugal. Ano que vem, quiçá em São Paulo.

Estou mui contenta, beijabraços pra Marcelino, ele sabe.
E pra toda www.casaverde.art.br também, especiais a Laís Chaffe.

O lançamento em Porto Alegre será no dia 1/12/2007, na Alameda dos Escritores, no Shopping Total, às 18:30. Com direito a muitos autógrafos.
Não estarei por lá, mas mentalizarei a data e a festa.

Em Portugal, o lançamento será na casa noturna “Frágil”, em 8/12.

Balada 2- no último dia e volume

José Luandino Vieira foi o último escritor a falar, no b_arco. Aportou depois de um auto-exílio de quase duas décadas, repondeu três perguntas como se fossem mil e não parou. Numa toada lúcida demais, de quem fala bem e com gosto. Estava lotado de palavras, de gratidão,de festa, de gentes, de infância e prisão. O termômetro com ele se manteve alto, seja pelo excesso de modéstia, seja pela falta. Pela doação, pela recusa; um homem largo e complexo, mas ao alcance. Velho bonito, rock’and roll, ainda que não queira. Riu sem parar no espetáculo litero-musical de Lirinha, não poderia dissociá-los. Luandino menino foi ao circo de mercadorias e futuros que vende livros. Veio a nós, e fomos a ele, sem pejo. Gostei mais de Lirinha por vê-lo encantar aquele homem e outros e outras e Marcelinos e os moçambicanos e o Gato desconfiado.

Balada 1 – no último


Mesa linda esta em homenagem a João Alexadre Barborsa. Casa lotada, gente se esgueirando pelos cantos, medalhões aos montes com uma vivacidade de dar inveja. Fôlego imenso o desta Balada, de Marcelino Freire!, de Maria Alzira Brum Lemos. Nas fotos, os dois, mais Antônio Cândido, Bóris Shchnaiderman, Davi Arrigucci, Manoel da Costa Pinto, Mindlin e filha, Plínio da Ateliê, Ana Mae Barbosa, Ana Amália e Frederico mais gentes e gentes e mais José Luandino Vieira e Laurindas e Cecílias e o Gato e João Alexandre Barbosa! Obrigada. Amém.

http://www.baladaliteraria.org/home.html

Lançamento na BALADA LITERÁRIA

Data: 15.11, às 20 horas
Local: Centro Cultural b_arco


Antologia de minicontos MOSCAS(nesta estou dentro),
organizada por MARCELINO FREIRE,
com vários autores da Oficina
de Criação Literária do b_arco
Editora Dulcinéia Catadora

Contato: dulcineia.catadora@gmail.com

Capa pintada à mão, feita com papelão comprado
de cooperativas de materiais recicláveis.
Os próprios catadores de papel que as fazem.
O valor integral de cada livro é revertido para eles 

Mais 7 – Anjos da guarda

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O que fazer depois do cordão perdido? Olhar o sono do Gato, invejá-lo. Fechar a porta por dias, abrir a janela para não sufocá-lo, os animais não merecem. Alongam-se, bocejam, comem e coçam-se sem pensar, sem medo do laço e do enforcamento. Sequer precisam de chaves, é certo que desconfiem delas. Um olho na tigela e outro no dono. Eles sabem dos grilhões, mas invertem o jogo. Miam e amarram. Amarram e miam. Ainda que não saibam brincar de cabo-de-guerra como gente grande. Como eu acho que sei, com a corda na mão, fazendo fita, morta, me fingindo de morta. Pantomima que os Gatos fingem desconher, mas ainda assim brincam comigo, pequenos salva-vidas. Arrisco-me, uma e mais outra vez. Resgatada pela memória dos Gatos, que sem cortes por sete vezes estica o fio da meada e me afasta do cadafalso.