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Fiona Apple – Criminal – Vegoose 2006

ponto.

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É peixe

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Com que roupa eu vou ao samba que você me convidou? Pergunta o Gato que não sai, porque tem trabalho demais. Tanto que não consegue escrever uma linha sequer sobre uma canção, um disco, sobre um aluno que escreve com humor dos bons; sobre a revista Glamour Popular do amigos Caeto e Luana; nem uma linhazinha sobre lançamento do site Tropicália da amiga Ana de Oliveira . Nem tampouco sobre o filme Olho de Boi do pai, nem sobre a peça francesa que levou sete horas e meia de seu precioso tempo. Très chic, ser chic cansa o Gato demais. Nem sobre ele, que é um assunto e tanto para a falta de tempo dele, que é dele, o seu melhor agora. O Gato padece de tanto trabalhar, mas até que está feliz, porque nunca leu tanto e ser pobre pode ser bom. Gato caseiro, Gato.

Gato que não sabe sequer escolher mais as figuras, cola-as e se despede na maior cara de Gato, porque pode, o blog é dele. E ele gostou da moça, ela está vestida de peixes e nua de peixes como ele. O Gato de Peixes. Do samba. Do que ele quiser ser, ainda que contra.
 

 

 

Vida de gato

Paredes

As paredes seriam estacas no meu peito não fosse eu quem sou.
As pétalas, pétálas não fosse o que desejo ser.
 

 

Os alvos, os mesmos, caso eu não abrisse a boca.
Estou para enfiar o dedo na cara sem medo da falta de cara do Outro.
Para dizer não.
Para fazer estrondo.
Nascida não posso morrer. Que me aguentem. Não vou ceder.
Ovo, não quebro fácil.
Choco-me antes e lanço-me além, porque assim que é.
Não fico calada, estrelada e frita.
É pouco.
E de pouco eu já estou cheia.

Gato em crise – Espaço para Augusto Monterroso

El burro y la flauta
[Fábula. Texto completo]

Augusto Monterroso

Tirada en el campo estaba desde hacía tiempo una Flauta que ya nadie tocaba, hasta que un día un Burro que paseaba por ahí resopló fuerte sobre ella haciéndola producir el sonido más dulce de su vida, es decir, de la vida del Burro y de la Flauta.

Incapaces de comprender lo que había pasado, pues la racionalidad no era su fuerte y ambos creían en la racionalidad, se separaron presurosos, avergonzados de lo mejor que el uno y el otro habían hecho durante su triste existencia.

FIN