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Balada 2- no último dia e volume

José Luandino Vieira foi o último escritor a falar, no b_arco. Aportou depois de um auto-exílio de quase duas décadas, repondeu três perguntas como se fossem mil e não parou. Numa toada lúcida demais, de quem fala bem e com gosto. Estava lotado de palavras, de gratidão,de festa, de gentes, de infância e prisão. O termômetro com ele se manteve alto, seja pelo excesso de modéstia, seja pela falta. Pela doação, pela recusa; um homem largo e complexo, mas ao alcance. Velho bonito, rock’and roll, ainda que não queira. Riu sem parar no espetáculo litero-musical de Lirinha, não poderia dissociá-los. Luandino menino foi ao circo de mercadorias e futuros que vende livros. Veio a nós, e fomos a ele, sem pejo. Gostei mais de Lirinha por vê-lo encantar aquele homem e outros e outras e Marcelinos e os moçambicanos e o Gato desconfiado.

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