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Te pega dali, te pega de lá

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Gente, seguraê, eu sei que não estou escrevendo muito não. A vida está tão cheia de chamados práticos e pragmáticos nestes últimos tempos que a Medusa aqui está alucinada. Desde que passei por uma cirurgia este ano, coisa simples, emergencial, no entanto, vivo enrolada com reembolsos de plano de saúde que não vêm, e que foram exaustivamente pedidos via fax, via e-mail, via telefone, via a pqp, como também com reembolsos que vieram, mas com somas irrisórias referentes ao não sei o que mais, porque a coisa só é clara na hora de pagar – reembolsos, óbvio, que devem ser questionados via isso e aquilo, numa comunicação estafante que garante ao cristão, eu no caso, mais enfermidades. Não há dúvida. Eu sei, eu sei, eu ainda estou no seleto grupo dos que têm plano de saúde, mas não menosprezem a minha dor e não se enganem: saúde não é coisa pra iniciante. Além desta aporrinhação, há os boletos de não sei que trocentas coisas que este mês resolveram vir com as somas erradas, ou me propõem parcelamentos canhestros que eu custo a acreditar que alguém de carne e osso, mente e outros atributos de gente terrena os tenha bolado. É surreal o nível de indecência das propostas, conclusão ululante que só chego depois de muito esforço em entendê-las, porque, minha gente, boletos, títulos e quetais são quase artigo de decifração pra mim. Parcelamento então é coisa para altas abstrações matemáticas acima de minhas capacidades. E, de repente, não mais que de repente, este mês até o meu boleto de aluguel, sempre igual, sempre subindo, veio diferente, por causas de umas obras estruturais que paguei de boa fé e a proprietária resolveu sem aviso, com os meus cheques já por aí, tirar o seu da reta, um inferno. Eu sei, eu sei, eu sou do seleto grupo que paga aluguel na vila madalena, oh!, mas não desconsiderem meus percalços, as burocracias são de alucinar qualquer espírito e o meu não foi feito pra isso, eu encaro o fado, faço e refaço ligações, o que for, mas o custo emocional e outros são altos demais. Definitivamente eu não sou boa de soma nem de subtração, muito menos de multiplicação, resultado: as contas com tamanhas complicações e sobrepostas num efeito dominó me exasperam. A vida é dura, lo sé, mas se complexifica exponencialmente quando o seu cotidiano vira uma central 24 horas do direito do consumidor. Sei também que todos vivemos, ou quase todos, um tanto disso, basta respirar que a agonia da “ciranda financeira”, como dizia uma tia-avó minha, te pega dali, te pega de lá e os dias ficam com cara de sobrevida. Conto isso, desabafo geral, porque pra acentuar o drama acabo de voltar de uma troca de um celular – que eu havia resgatado ontem, ontem! – e,  evidente,  antes de ter a troca atendida pela operadora foi um tal de via *8888, via fábrica, via atendente X, Y, Z, ir à loja outra vez, no frio de hoje, num shopping detestável como todos são, e chamar o gerente e… será que isso tem fim?

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3 Comentários Comente
  1. Analu #

    agora virou cronista? hehe. bom demais esse texto. sofro assim tbm. e me ferro mês a mês, numa incompetência crônica, sem entender como é que as pessoas dão conta de administrar tantos papéis.

    26 de julho de 2009
  2. Pois é… Bom que você passou por aqui! Bjs!

    26 de julho de 2009
  3. maldito mundo real. que nos infecta com derivados de porcos e ainda nos cobra a conta do hospital! eu sei como é. bem sei. beijos

    28 de julho de 2009

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