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Para não dizer que não falei

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E me pediram para escrever sobre a Flip, eu  que não tenho muito mais a acrescentar, além de agradecimentos. Agradeço aqui a acolhida das queridas Fernanda  e a Analu em suas já reservadas pousadas; ao Marcelino pelo ingressos dados, a Letícia da assessoria por outros mais, ao Eduardo pelo do Lobo, pela “sorte” enfim de eu ter visto o que quis e ter os amigos que tenho. Foram ótimos os almoços com Samir e Letícia e Elza e Bia e Fernanda e Rodrigo e Dominique e Analu, e jantares com Eduardo e Helô. Agradeço ao Pasin pela alegria no encontro, que reforçou a falta do Rio, do meu avô, da Lia Nazareth, e, claro, pelos livros que me deu, inclusive autografados; agradeço também ao Emilio pelo Flores.

Pois é, confesso que voltei exausta e sem disposição para comentários sobre mesas, eu estava numa alta voltagem emotiva, que ainda se perpetua. O sentido da Flip para mim foram os encontros,  que podem dispensar festas, mas não as pessoas que estão nas festas.

Diante da minha toada sentimental não creio que caiba aqui balanços e críticas, carrego comigo do evento algumas questões que reincidiram nas mesas, aparentemente já respondidas, mas que tem grande repercussão aqui, interna, como a do limite entre a fatura literária e o autobiográfico, eu sei, eu sei que beira o clichê, mas fazer o quê? Ainda fascina, como bem afirmou Tezza diante de um Bellatin que quanto mais nega sua presença, mais a afirma. Tensão trazida quase obscenamente em mesas como de Sophie e Gregoire e na de Katerine M., cuja mediação se enredou mal na questão e fez da mesa uma sessão pública de psicanálise para desconforto geral; tal perpectiva fusional, digamos,  em relação à obra também foi encarnada por Domingos de Oliveira, sem pejo e de modo celerado como é de costume em Domingos – que assim seja e que seus filmes sejam mais vistos. Tatiana Salem Levy ainda que negando, com razão, a redução da sua obra à sua biografia, também teve seu discurso como ponto alto da questão, comovi-me com sua fala, com sua presença e timidez, com o tema, ainda que eu não conheça o seu livro, situação que me constrange. Porque eu sou do partido de que o que interessa são as obras, mas como alguém que vai a uma festa destas pode dizer isso? É necessário muita hipocrisia, não?

Resta-me o conflito, e a felicidade de ter estado lá.

P.S.: Já que falamos de gentes, não posso deixar de marcar aqui meu encantamento com a fala de Rafael Coutinho, é daquelas que ficam, pela afetividade, pela pertinência, pelo apreço aos colegas de mesa, enfim, por uma maturidade que não se explica, mas que gostamos de ver. O moço ganhou uma fã.

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3 Comentários Comente
  1. e eu ia te perguntar mesmo sobre a flip…acho que até de longe ela atinge a gente, memso acompanhando daqui. sentí muitíssimo não ter ido para não encontrar ex-marido, e perdí as outras milhões de pessoas que podia ter encontrado…bjs patb

    13 de julho de 2009
  2. ôoooooo querida. como a gente pode ser absurda, né? carinho grande. Lu

    14 de julho de 2009
  3. analu #

    bonito o seu texto, pra variar. começa assim, “na sua”, e aí vai cavucando. até chegar na síntese: os encontros. domingo eu fiz uma caipiroska de lima da pérsia. soh pra lembrar das que tomei em paraty. saudades da correria boa de uma tenda pra outra. de engolir um “pastel de forno” (é assim, fernandinha?), pq lá não tem empanada, antes da aula de poesia. de ouvir o edu cheio de versos, o samir renegando a sopa, a letícia tentando convencê-lo de que é só um purê mais aguado. quem saiu ganhando com sua ida súbita pra paraty fui eu. tenho certeza. otima companhia de viagem. ri e chorei do seu lado. e fiquei bem à vontade.

    14 de julho de 2009

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