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“As coisas não precisam de você”

Acordei com essa frase da canção da Marina e de Antonio Cicero (ele mais uma vez!) na cabeça, um único verso reiterando-se em mim como um lembrete que não quer ser esquecido. Nunca me ative a essa canção como hoje, acho que nunca procurei “entendê-la”, lembro de a escutar na minha adolescência no Rio com certo estranhamento,  e só. Mas não é que “Virgem” estava aqui no “fundo”, pedindo pra sair e me dizer o que eu nunca soube que havia captado? Aquilo que só a experiência me daria a possibilidade de escutar: a minha insignificância e a sua.

Virgem

As coisas não precisam de você

Quem disse que eu tinha que precisar

As luzes brilham no Vidigal

E não precisam de você

Os dois irmãos também não .....  precisam

O hotel Marina quando acende

Não é por nós dois 

Nem lembra o nosso amor

Os inocentes do Leblon

Esses nem sabem de você (nem vão querer saber)

E o farol da ilha só gira agora 

Por outros olhos e armadilhas

Outros olhos e armadilhas

Outros olhos e armadilhas
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2 Comentários Comente
  1. Rosa #

    “As coisas não precisam de você” Maravilhoso! Escutei tanto essa fita cassete nos anos 80 e somente agora com o viver da experiência, caiu totalmente a ficha.
    Realmente, precisamos do tempo que é o tecido da vida.

    Abraço
    Rosa Paranhos

    1 de abril de 2009
  2. É isso mesmo, né? Ás vezes pode ser um pouco duro. Bom compartilhar isso com você. Seja bem-vinda.

    1 de abril de 2009

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