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Da fofura, & infantilização

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Ela queria ser aquela coelhinha, mas é esta, em pêlo-pelúcia, em rosa, em flores. Quem vai querer? Ela também pode brincar de adulto.

P.S.: Eu ando bem desconfortável com o tanto gente adulta com gosto de criança que tenho visto. Este post não é pró, é contra isso, que fique claro. O fetiche, do fetiche, do fetiche já está dando. Não falo só da nostalgia dos anos 80, por exemplo. E da legião de saudosistas do playmobil, do lego e dos smurfs, pra ficar nos mais bonitinhos. Há um aqui agora muito tatibitati, percebo isso na música, no cinema, na fotografia, uma infantilização generalizada, posso ter meus momentos como no post dos gatitos, todos temos, mas brincando a sério, com algum distanciamento irônico.  Gente,  há algo que passa do limite e está descompensado.  Será que muito mais gente compartilha essa percepção comigo? Ou estou me transformando numa crica irremediável?, podem dizer.

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6 Comentários Comente
  1. Majorinus #

    Compartilho.

    5 de março de 2009
  2. Ôba, um crica comigo. A gente compartilha umas coisas assim, né? E nem sabemos, assim, direitinho. :))) Que bom que se manifestou. Mesmo. Bjs.

    5 de março de 2009
  3. É puro medo de envelhecer. Somos algumas gerações sem certezas, esmagada pela grana, pelos gadgets, pela informação excessiva e pelo desconforto de estarmos detonando o mundo. O único refúgio são as memórias felizes da infância, quando ainda éramos protegidos e queridos…
    Muito pessimista?

    5 de março de 2009
  4. Não. Muito realista. Bjs, Lu

    5 de março de 2009
  5. Capeloso #

    Que queres que che diga?
    Falam da geração do Peter Pan.
    Isto é um andaço mundial.
    Grandes lojas especializadas oferecem rebuçados e outras lambetadas para adultos-infantilizados nas cidades ocidentais.
    O que vejo é passividade, falta de assunção de responsabilidade …
    Falta de energia masculina?
    Nestas sociedades nossas, onde vai a energia do pai?
    O pai está ausente.
    O verdadeiro pai não é moda.
    O neno, a criança, necessita desta força para medrar, se não a tem, fica atrapado, mamando, pelejando com a mãe, num ir e vir …
    Pode-se seguir tirando do fio …
    Ou será que há um excesso de energia Yin feminina?

    Um saúdo!

    5 de março de 2009
  6. Capeloso, Capelo, antes não podemos confundir Yin com mulher. Não vamos culpabilizar as mulheres mais uma vez, como sempre. Há um desequilíbrio total, ninguém sabe ao certo qual é seu papel, tanto homens quanto mulheres. Talvez vocês estejam mais perdidos, e quiçá porque sejam mais culpados. :)))))) Olha, não sustento este papo de gêneros, não tenho gabarito. Mas o que sei é que a infantilização dos homens, de fato, me incomoda mais. Enfim, tirando sua pergunta final, concordo com tudo, baby! Bjs.

    5 de março de 2009

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