Pular para o conteúdo

Sem título

reuters – santiago ferrero

Do vermelho dela, do marrom do negro dela, do azul ao fundo e do lixo, e do homem como lixo, e do tanto que é terrível. De como a manta que envolve o corpo lembra um parangolé, ou de como o parangolé veio de algo parecido. De uma favela que engole o mundo e é rechaçada por ele e  se insurge, em trânsito. De e ao encontro dele. De como é isso e aquilo o exílio. Da ressaca. Do horror. Do silêncio. Das cores vivas. Dos homens mortos.  De como esta foto me lembrou Hélio Oiticica.  Do  problema ético que se estabelece para quem vê (e para quem fez). Da fotografia. De como esta questão já foi discutida e do quanto eu não a resolvi. Da frase que não pára de me vir à cabeça: “Seja marginal, seja herói”. Do tanto que eu não quero heróis e nem marginais. De como Oiticica foi grande.  De como eu não consigo parar de olhar. Da espécie de vergonha que sinto por achar essa imagem bonita. Disso que eu queria falar agora.

clique aqui para saber disso.
Anúncios
Não há comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s