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Amnésia

via

Não era nada disso que eu queria dizer e era isso também. Eu já não sei o que sai da minha boca. Acerto o alvo a minha revelia. Cuspo pistas e tiros sem parar. As farpas carrego embaixo das unhas como cartas esquecidas nas mangas. Eu não me lembro do que disse e do que roí. Desculpe se o acertei. Não sou adivinha, mas coisas boas e ruins chegam em surdina. E às vezes não saem de mim. Ficam e viram outras: piores, mais pesadas. Dedos indicadores contra mim e contra todos: difamações e verdades. Há um ponto em que eu não sei diferir o que é o quê. Isso é minha loucura: uma antena cravada dentro do peito numa sintonia fina demais, desafiando a vida. 

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