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Sobre a Balada literária

Fiquei de falar sobre a Balada e o faço. Mas numa escrita cheia de lacunas, de memória mesmo, pois não levei sequer um caderno de notas. Relato o que marcou. Escrevo a minha Balada, que mesmo de muitos, é minha, já que “registro” só o que imprimiu com força aqui dentro. Faço uma espécie de perfil de pé mais que quebrado dos autores que me marcaram.

Ainda não estou de completo recomposta, fui aos quatro dias da Balada sem descanso, ontem foi o último. Por uma vontade premente mesmo, de ver as coisas, de ver as bocas que leio ou lerei, abertas, expostas nas mesas. E eu ali, de perto, à espreita, para sacar qual é a deles, desses homens e mulheres da literatura contemporânea brasileira. Contemporânea minha e sua, nossa. O que isso condiciona? Não saberia dizer agora. Nem sei se faz sentido a pergunta, mas ela se impõe.

A diferença entre as visões da literatura, as posturas ou como está na moda “imposturas” foi grande. Mas algo maior do que gêneros, escolhas estéticas congraça os autores: a necessidade de escrever que se impôs a eles em algum momento. Somada a uma urgência deles em dizer, em falar ao público hoje, que não é de pouca monta e também os aproxima. Se pensarmos bem, nenhum escritor precisa ter tal anseio, mas todos que assisti (não vi tudo) me pareceram que o tinham e muito. Por que a literatura contemporânea precisa falar tanto e diretamente ao leitor, via mesas e eventos? Também não sei bem a resposta, só sei que gosto de ouvir. E que a Balada deu conta disso. Em festa. 

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2 Comentários Comente
  1. interaubis #

    Valeu o toque, viu. Consegui me mexer e ir lá na mesa do Laerte! Peguei uma baita chuva, cheguei quase no final mas ainda deu pra ouvir uns últimos 15 minutos.
    Queria muito ter falado com o Laerte mas dizer o que? Essa imposição de uma relação fã-ídolo me paralisa!.
    Porque no fundo o que eu queria mesmo era encontrar ele em um ambiente de amigos e trocar umas idéias como pessoas normais que partilham interesses comuns…
    A minha timidez com estranhos e essa índole “wu-wei” não me permite forçar situações, sabe como é 😉

    Bjos

    25 de novembro de 2008
  2. Pôxa. Você sabe que esta mesas foi a uma das que não fui? Eu estava só o pó, gripada mesmo. Só retornei à Balada na mesa seguinte, às 18:00H.
    Entendo como é, mas o clima da Balada permite aproximações sem constrangimentos… de toda forma respeito a timidez e até a aprecio. 🙂
    Que bom que você foi, mesmo que tenha participado por 15 minutos.
    Bjs, L.

    25 de novembro de 2008

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