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Cemitério edipiano

Adorei este livro do português José Luís peixoto. Como um cara de 34 anos escreve um livro assim? Definitavamente ele tem a alma larga. É daqueles poucos que já vem com voz e  estofo. O livro não é fácil, desenrola-se entre a voz de um pai e de um filho, que se chocam,  perpetuam-se, convergem e divergem. Reconstróem o cemitério de que foram feitos, de cujas famílias saíram e formaram. É um livro que arrasta-se, porque há repetições e repetições, mas não gratuitas, porque a história de seus destinos  é uma forma de repetição, o espectro do bisavô está no neto, como o do pai no marido da filha e……. lemos um “Cemitério Edipiano”, em que todas as personagens imbricam-se, ainda que não saibam e poucos estejam prontos a sabê-lo. Talvez só uma, mas é preciso ler o livro, porque os narradores sabem tão pouco quanto todos…

Tenho me interessado muito sobre romances em que a questão dos descaminhos e sinas familiares parecem já estar ditos em algum lugar. Os últimos livros que li falam inequivocamente de família, ainda que circulem outros temas, assim é com O Delírio, deLaura Restrepo; O despenhadeiro, de Fernando Vallejo, entre outros, que passarei a citar aqui.

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