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Navalha na carne – Veludo, Suely & Vado

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Navalha na Carne é uma peça de equílíbrio fino, um passo em falso e ela pode se derramar. Mas os três atores estão afinadíssimos, em cena. Talvez pudesse ser dito que em algum momento Gero roube a cena, já que seu personagem é empático demais e o pequenino, um gigante. Entretanto, não é o caso, Paula Cohen arrasa como a gasta e pujante Suely, uma puta complexa, personagem densa, cheia de nuances como não é comum ver-se em putas, no mais das vezes planas e vulgares, ela é apaixonada, mas safa, ainda que sustente o cafetão.Ela é, inteira, e a atriz dá conta. Navalha na Carne é mais um história de amor, de amores possíveis neste mundo que nos é cada vez mais próximo e que talvez não fosse tanto antes. É uma peça direta e reta, estamos de frente pro crime, mas sem perder a ternura. Há que se ver. Talvez saibamos digeri-la melhor, digo, seu universo, porque sejamos pós-Almodóvar e, este mestre, nesta peça, lança certamente sua luzes sobre Plínio Marcos e sobre nós.

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