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Minicontos de sobrevivência na selva

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Era o barulho da casa noturna azucrinando, era a foda do vizinho sobre molas. Seu sono não tinha paz. Desistiu. Comprou um vibrador.

 

Gorda como o diabo, sem grana pra personal trainer, sem um puto pra vigilantes do peso. Emagrecer é caro. Passou a freqüentar a Igreja.

 

Festas bregas, gente feia no último, nenhum papo, paulistas de mau gosto bêbados celebrando os anos 80. Descobriu as maravilhosas telenovelas da Record, pelo menos lá eles são mutantes de verdade.

 

O aluguel altíssimo, o apartamento tão pequeno que não dava pra dividir, nenhum emprego à vista, lembrou-se que talhara a vida para não viver de freela como eles, que faria tudo diferente. Cogitou voltar para casa dos pais.

 

Perdeu um filho, comprou um Gato. Eles aprendem rápido a fazer na areinha, mas não muito mais que isso.

 

Se apaixonou por muitos como se desapaixonou por todos, para ontem. Mas ainda levava uma farpa no indicador. A culpa era deles.

 

Chutou o balde, só não sabia para qual direção.

Se escrever fosse fácil, ela já era.

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