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Esconde-esconde 2

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No espelho eu econtro o que não quero, ele não me permite cortes. Insiste em me ver inteira. E eu sou uma mulher de edições e retoques. A carne do espelho é viva demais e eu não tenho nervos para isso.

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4 Comentários Comente
  1. Leituras #

    Los Espejos

    Yo que sentí el horror de los espejos
    No sólo ante el cristal impenetrable
    Donde acaba y empieza, inhabitable,
    Un imposible espacio de reflejos

    Sino ante el agua especular que imita
    El otro azul en su profundo cielo
    Que a veces raya el ilusorio vuelo
    Del ave inversa o que un temblor agita

    Y ante la superficie silenciosa
    Del ébano sutil cuya tersura
    Repite como un sueño la blancura
    De un vago mármol o una vaga rosa,

    Hoy, al cabo de tantos y perplejos
    Años de errar bajo la varia luna,
    Me pregunto qué azar de la fortuna
    Hizo que yo temiera los espejos.

    Espejos de metal, enmascarado
    Espejo de caoba que en la bruma
    De su rojo crepúsculo disfuma
    Ese rostro que mira y es mirado,

    Infinitos los veo, elementales
    Ejecutores de un antigo pacto,
    Multiplicar el mundo como el acto
    Generativo, insomnes y fatales.

    Prolongan este vano mundo incierto
    En su vertiginosa telaraña;
    A veces en la tarde los empaña
    El hálito de un hombre que no ha muerto.

    No acecha el cristal. Si entre las cuatro
    Paredes de la alcoba hay un espejo,
    Ya no estoy solo. Hay otro. Hay el reflejo
    Que arma en el alba un sigiloso teatro.

    Todo acontece y nada se recuerda
    En esos gabinetes cristalinos
    Donde, como fantásticos rabinos,
    Leemos los libros de derecha a izquierda.

    Claudio, rey de una tarde, rey soñado,
    No sintió que era un sueño hasta aquel día
    En que un actor mimó su felonía
    Con arte silencioso, en un tablado.

    Que haya sueños es raro, que haya espejos,
    Que el usual y gastado repertorio
    De cada día incluya el ilusorio
    Orbe profundo que urden los reflejos.

    Dios (he dado en pensar) pone un empeño
    En toda esa inasible arquitectura
    Que edifica la luz con la tersura
    Del cristal y la sombra con el sueño.

    Dios ha creado las noches que se arman
    De sueños y las formas del espejo
    Para que el hombre sienta que es reflejo
    Y vanidad. Por eso nos alarman.

    BORGES, Jorge Luis. Ficcionario.

    10 de fevereiro de 2008
  2. luciana penna #

    Irajá, boa lembrança e colaboração, eu não me lembrava deste tema como um dos mais recorrentes do universo borgiano nem do temor que ele tinha dos espelhos.

    Vou correr atrás.
    Bjs, Lu

    10 de fevereiro de 2008
  3. Leituras #

    Então, mais uma de espelho, desta feita feita por mim mesmo.

    Medusa

    Diz-nos Italo Calvino
    nas suas Seis Propostas que
    um dos ideais da poesia
    é a Leveza – vista aí

    no sentido que realce
    o que subjaz, intrínseco,
    ao aparente paradoxo
    que há entre o que é leve e o que pesa –

    e à guisa de argumento
    usa a metáfora da Medusa
    que petrifica a quem ousa
    lançar-lhe um olhar direto

    Ser um bloco de concreto
    – face do peso da vida –
    tem sua contrapartida
    na natureza do objeto

    que Perseu, não por acaso,
    recebe das mãos das Musas:
    um escudo que reluz a
    tal ponto, que não só

    protege como projeta
    a hórrida imagem da Górgona.
    Veja a vantagem de um cego:
    escapa ao flerte enquanto luta

    guiado pelo reflexo
    e leva a termo a batalha
    talhando o monstro, à navalha,
    na altura do pescoço.

    Redivivo em herói o moço
    parte, retoma a jornada
    – as alpercatas aladas –
    leve, levando na bolsa o

    crânio recém degolado
    peso arrancado do corpo
    que lançará em torpor
    pétreo, rígido, pesado

    a quem olhos lhe ofereça
    basta que se o erga do alforje.
    A partir de agora rege
    Perseu mais uma cabeça

    http://www.liriques.blogspot.com

    10 de fevereiro de 2008
  4. luciana penna #

    Lindo.

    10 de fevereiro de 2008

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