Pular para o conteúdo

Muito

Photobucket

Mais um ano, há que se parar para pensar? Nem que não se queira o filmezinho rola todo. Banguela, farto de hiatos, ou repleto, à lá “pletora de alegria o show de Jorje Benjor”. Mas a média vence entre os altos e baixos. Não nego, 2007 esteve mais para o bege pardacento.
A novidade foi a literatura entrar de uma maneira mais prática na minha vida, pude escutar e ler textos de gente nova, como também ousar escrever o que me desse na veneta.
Curioso é que não há marcadores disso aqui, no saldo parece que o Gato não leu muito. Contagem equivocada que se deve, por um lado, pelo fato de que metade do ano ele tenha lido o que não queria, por obrigação, por ser editora de uma editora meia boca; por outro, pelo gato ter lido muito de gente que ainda não se lançou e não é bonito expor o que ainda está sendo gestado, não falo antes do autor maturar e permitir a exposição.
Mas que 2008 promete coisas bonitas é um fato, e isso não de deve só por ser um ano novo, porque o Gato não é muito da esperança, tem um sol negro no peito que carrega mesmo na alegria mais aguda. O ano promete por ser a continuação da média para baixo de 2007 que anda subindo, o Gato está mais em foco, mais perto do que gosta, do vazio do seu apartamento, do Gato, da possibilidade de escrever como profissão. Reencontrou-se com a psicanálise, tão querida e desde 2006 relegada ao quarto escuro.
Aliás, reencontros houve muitos, assim como encontros, um dos mais felizes foi com a oficina de escrita do Marcelino Freire e com um “ar” que ele agrega que eu gosto de respirar. Conheci gente conflitada sem negar os flancos, indo contra corrente, sem deixar a escrita morrer mesmo sem âncoras, porque elas não existem. Um tipo de gente que me identifico mais, inquieto, insatisfeito. Eu gosto muito dos insatisfeitos e não confundam isso com rebeldia ou marginalidade, caricaturas fáceis, que cabem, mas a veracidade da vida é mais complexa e graciosa.
Insatisfeito é aquele que insiste em acordar todos os dias e procurar criar ainda que o mundo seja escroto, porque é. A beleza é essa.

A trilha sonora:

Muito

Caetano Veloso

Eu sempre quis muito
Mesmo que parecesse ser modesto
Juro que eu não presto
Eu sou muito louco, muito
Mas na sua presença
O meu desejo
Parece pequeno
Muito é muito pouco, muito

Broto você é muito, muito
Broto você é muito, muito

Eu nunca quis pouco
Falo de quantidade e intensidade
Bomba de hidrogênio
Luxo para todos, todos
Mas eu nunca pensei
Que houvesse tanto
Coração brilhando
No peito do mundo louco
Gata você é muito
Broto você é massa, massa

Anúncios
3 Comentários Comente
  1. A torre #

    O mundo é escroto e nós…..

    21 de janeiro de 2008
  2. luciana penna #

    E nós peidamos perfume!!
    Força na peruqueta. Foi uma tarde em que aprendi muito.
    Bjs, Lu

    21 de janeiro de 2008
  3. Anonymous #

    Acho lindo seu aspecto “noir”, já fui assim, nem tenho saudades…
    Hehehehheheh….
    Hoje sou mais conectado com dimensões mais sutis, de vibração multicores…
    A imagem verdadeira do mundo não é escrota, está é uma faceta da “matrix”, “maia”, “ilusão”, ou projeção de seus pensamenteos sem conexão como o RRRRREEEEEAAAAALLLLL!!!

    Pax et lux ad infinitum!!!
    beijão, doce.

    22 de janeiro de 2008

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s