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ACONTECIMENTOS: Salgado Maranhão: Fero

Se há um blog necessário, é o do Antônio Cícero. Por este poema do Salgado Maranhão que diponibilizou e por tantos outros.

FEROTento esculpir a litania
dos pássaros
e as palavras mordem
a inocência. Aferram-se
ao que é de pedra
e perda.

(Canto ao coração e tudo é víscera,
como na savana.)

Restolhos de espera
e crimes;
insights de insânia
e súplica; volúpias insolúveis
acossam-me a página
em branco
qual bandido bárbaro
ou mar revolto
a rasgar a calha
do poema.

Nada me resgata.
Não sei se sou quem morre
ou quem mata.

 

 

De: MARANHÃO, Salgado. Sol sangüíneo. Rio de Janeiro: Imago, 2002, p.65-6.


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2 Comentários Comente
  1. leo #

    Oi, Lou. Sou o Léo Ferreira, que você perguntou quem era, lá no Acontecimentos, do Antônio Cícero. Sou um poeta, cantor, compositor e violonista. Estou lançando um livro, em Março, com show, aqui no Rio. Chama-se “Lavra Engenho Palavra”, e sai pela Ibis Libris. Tenho um blog de poesia (www.leopoeta.zip.net)e alguns parceiros, como Luis Capucho, por exemplo, que estarão no lançamento. E você, quem é?

    10 de dezembro de 2007
  2. luciana penna #

    Leo, pelo blogue dar pra sacar o que faço. Já quem sou… quem sabe? A minha praia é a escrita e sou formada em Letras.
    Olha, moro em São Paulo. Mas daqui ficarei ligada no seu lançamento.
    Seu blog já está na minha lista.
    Beijos, Lu

    26 de dezembro de 2007

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