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Floriu Florirá – reza a reza sem tempo

A natureza da arte floriu florirá máquinas fotográficas, que oniscientes fotografam fotografarão amantes que amados amarão traídos sem pudor, porque estagnados de amor, cegos de tanta foto, explícitos, farão, fizeram, em postes, em pregos, em sarjetas, parados para todo passante secá-los como coisas, fotos para esquecer esquecidas esquecerão esmaecidas o esquecimento daquilo tudo. Muitos ao lembrarem-se apenas lembrar-se-ão e não esqueceram, e tantos outros culpados culpariam culparão uns aos outros pelo gosto gostado fixado na lente, a dar dando nas vistas. Uns desistiram desistirão desistentes, já os insistentes fizeram farão fazendo e fazem ainda mais. Estáticos; flechados pelo cupido flecham e flecharão com tudo e com todos, mas sem se mexer mexendo mexerão com a libido sem grito gritarão gritando o gritado. Boquiabertos como uma maçã uma pêra ou banana de natureza morta, expostos ao léu, fisgados pelo clique clique do Deus máquina repetidos repetirão pra sempre e nunca mais a mesma pose que posaram e foram posados, o que é o mesmo, porque o flash estanca e a pornografia desencanta e desencantados desencantarão corpos em mil e uma noites eternas de flashs e coitos coitarados, cortados se cortarão em partes, de culpa a culpá-los pelo gozo gozou que gozaram. Arrependidos virarão viraram iogues, monges, freiras, santas. Buscando buscaram o perdão pra tanto coito fotografado, já é. Perdidos encontraram encontrarão o perdão perpetuado na entrega total ao nirvana e seus equivalentes como a morte ou a língua de Deus que não se escreve, porque escrita está estará é. E o sujeito homem coisa está esteve estará sujeito verbo e predicado, porque escravo escravizado escravizou-se ao tempo e se rebelará rebelou-se contra ele na mesma ordem, mas nas mais diferentes posições posicionadas sem pose ou com. Amém.
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2 Comentários Comente
  1. Agnáldo C. Bacàro #

    Putz! Adorei este seu clássico Florescentista! Ladaínha inebriante na foto congelada do eterno Agora.
    Parabéns Luciana!

    Agnáldo C. Bacàro

    16 de setembro de 2007
  2. Luciana Penna #

    Obrigadoa, Reinaldo.
    Bjs, LU

    17 de setembro de 2007

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