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Na vibe dos concretos

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Uma exposição necessária é Poesia Concreta – O Projeto Verbivocovisual, no Instituto Tomie Ohtake, pois quem gosta dos Concretos vai amar, e quem não aprecia, por birra ou preguiça ou outros motivos mais nobres, vai passar, ao menos, a gostar. Aposto sem medo de ser feliz. Um endereço importante e que já dá um panorama do que pode ser visto é o www.poesiaconcreta.com.br

Delícia é se deixar engolir, em uma duas das cinco salas da exposição, por projeções enormes de poemas de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Ronaldo Azeredo, como também por teaduções feitas por eles nãos vozes de gente como Arnaldo Antunes, Alice Ruiz, entre outros. Música, literatura e artes visuais conjugadas, reinventado o espaço, o tempo, as palavras, os sentidos. Fiquei por horas deixando-me embalar por aquela sucessão de criações, quase em hipnose.
Como é bom os poemas tomando as paredes e acompanhar este movimento. Senti-me numa instalação da qual não se quer sair, o que é raro. Uma relação sensorial que eu nunca alcancei antes com a poesia concreta, sensual mesmo. Todas as loas à curadoria de cid Campos, Lenora de Barros, João Bandeira e Walter Silveira. Talvez só em Pulsar e Circuladô de Fulô, de Caetano e Haroldo de Campos eu tenha passado perto desse prazer outro.


PULSAR

 

 

Desculpe, mas meu fetiche por papéis escrevinhados, por garranchos e letras não permite que eu deixe de expor aqui um dos poemas de que mais gosto de Haroldo de Campos, com a caligrafia dele. Na ponta do lápis dele já estava prevista as apropriações que várias mídias poderiam fazer de sua obra, não há como, é o meu predileto. Antena da raça.

si len cio

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2 Comentários Comente
  1. Leituras #

    Luciana, vc viu o artigo do Antonio Cicero na Ilustrada de hoje (08 de setembro) sobre os Babilaques do Waly Salomão (espaço Oi Futuro, Rio de Janeiro, sob a curadoria de Luciano Figueiredo)?

    Quando digo que a poesia visual é uma espécie de poesia, estou supondo que uma arte chamada “poesia” seja o gênero ao qual pertença a “poesia visual”. Isso, porém, supõe, por sua vez, que esse gênero seja, ele mesmo, uma das espécies do gênero que chamamos “arte”, ao qual pertencem também outras espécies, como a música, a pintura etc.
    Penso que corresponde à intenção mais profunda de Waly dizer que os Babilaques não só não se reduzem à poesia visual mas que não se reduzem a nenhuma dessas espécies de arte: nem mesmo à poesia, quando esta é tomada como uma espécie de arte entre outras.
    Longe de aceitar esse modo convencional de classificar a poesia, Waly considera as diferentes artes como diferentes técnicas por meio das quais a poesia é capaz de se realizar. Por isso, seu poema “Exterior” pergunta, por exemplo: “Por que a poesia tem que se confinar/ às paredes da vulva do poema?”.

    8 de setembro de 2007
  2. gato #

    Irajá,

    eu não tinha lido. Obrigadíssima pelo toque. Esta concepção da arte como “meio” pelo qual a poesia, entendida da maneira mais ampla possível se realiza… é uma boa chave. Chave sensível. Obrigada pela abertura. E… apareça sempre, vou lhe vistar também.

    Bjs, Lu

    10 de setembro de 2007

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