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Terra em Trânsito e Rainha Mentira

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Fabiana Gugli em Rainha da Mentira

Fiquei boquiaberta ao assistir Terra em Trânsito e Rainha Mentira, elas são uma espécie de resposta ao que eu sinto de modo fragmentário e angustiante ao pensar sobre o Brasil, o mundo, sobre mim e o que tenho podido alcançar daquilo que me atinge e não realizo. Não posso saber o tamanho da solidão que gerou essas obras, mas ela nomeou, de alguma forma, a minha, o meu trauma, eu chorei copiosamente do fim das peças até minha casa e muito tempo depois. Eu não imaginava até então o que era estar dentro da solidão dos meus afetos e memórias e castástrofes pessoais e coletivas, “muda” e chegar num teatro onde uma peça consegue falar o que não dá para calar, mas não dá pra dizer, porque não dá nem para saber, é insuportável. Rainha Mentira, mais especificamente, mas não só, atingiu-me, aqui, no fundo mais fundo. Quando Fabiana Gugli fica em frente às Torres Gêmeas de livros e a voz de Gerald enuncia que não há literatura que as reconstrua, eu me lembrei daquela frase de Adorno: “Depois de Auschwitz escrever poesia é um ato de barbárie”. Não tenho respostas, é duro, muito duro. Só sei que preciso agracecer às peças, ao Gerald, e que loucura: à sua solidão.

Quem viu sabe do que eu estou falando, quem não, deve ir.

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