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Transylvânia – Birol Ünel: amor vagabundo

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Eu gosto de filmes de amor. Eu gostei de Trasnsylvânia também por isso. Como eu tenho a mania de me apegar a atores, de gostar deles, de os acompanhar mesmo quando não sei mesurar o que me atraie neles, creio que também gostei do filme. Empatia pode ser a palavra. Eu não sei qual é. Mas gosto muito do Birol Üngel para não gostar de um filme que está à altura de sua atuação ou entrega, mais uma vez não sei nomear. Desde Contra a Parede eu descobri esse ator ou esse homem. Digo homem porque o papel dele em Transylvânia e em Contra a Parede não diferem muito. Ele é o anti-herói e o anti-galã mais herói e galã que uma mulher de sangue nas veias e cinéfila pode reconhecer.
Pude ver nesse filme que ele tem as costas queimadas, revi que sua pele não é das melhores, que seu nariz pesa em suas feições, que ele tem tudo para ser mais um com cara de mau. Mas não, ele vai além do cão vagabundo que causa hojeriza e paradoxalmente pede colo, ele enche a tela sem apelos melosos desse naipe, não esmola. Ele engole a cena porque não nos pede nada, parece tão livre que escapa a qualquer tipo de sedução que eu já tenha experimentado com galãs ou anti-galãs: não quer compreensão, nem afago.Ele atua como quem chuta o balde, ele repira como quem chuta o balde. Comentários sobre a expressividade do olhar, sobre a beleza da boca, disso ou daquilo, não cabem em relação a esse ator. Ele não tem nada de bonito, nem do bonito difícil, nem tampouco do feio fácil, aquele horroroso, bom de adjetivar e que tem aos montes por aí, nesta ode ao grotesco que o cinema tem caído comumente. Ele enche a tela sem perdão, exageradamente, é certo. Ele incorpora a tela como se dissesse: “Foda-se”.
Ele é o grande “Foda-se” do cinema atual para moi, ele imprime lindo, não sei se ele é bom ator ou apenas é. Isso não me interessa. É um prazer imenso vê-lo, soando estranho como um Tom Waits, mas muito melhor, porque menos cerebral, porque sexy sem truque, porque ele está num filme de amor e contracenando com uma atriz tão voluptuosa e incisiva na interpretação que ele poderia sumir. A tal da Asia Argento é forte de dar medo, mas não estou convencida de ela que vá além do que mostrou nesse filme, o seu exagero não me convence como o dele, preciso vê-la mais, mas não tenho o mesmo interesse, definitivamente. Eu gosto da canastrice, no melhor sentido, de ambos, mas ela força a barra e ele não. Ele é, nasceu pra película, acredito nisso, sem dúvida.

TRANSYLVANIA
Direção: Tony Gatlif
Produção: França, 2006
Com: Asia Argento, Amira Casar, Birol Ünel e Alexandra Beaujard

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2 Comentários Comente
  1. Interaubis #

    hoje fui ver um filme que, descobri durante a projeção, é uma bela história de amores, se conseguir veja, é um bom filme.
    chama-se
    “não por acaso”

    bytheway,
    temos vários amigos em comum, né?
    🙂

    bjinhos

    11 de junho de 2007
  2. Gato #

    Interaubis, valeu a dica. É do Philippe Barcinski, né? Vou sim.
    Temos muitos amigos em comum? Será que nos conhecemos? Ah! Qual dos vários blogues do seu perfil é que está mais na ativa? Quero visitar.

    Bjs, Lu

    11 de junho de 2007

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