Pular para o conteúdo

Poemas do passado – O Medo

Saturday, July 09, 2005

E na água te buscarei todos os dias
no espelho do que já fôra
nas horas malditas
na minha resistência fria
no nada nada que digo
nos cacos que repito
nos desejos baldios
fadados
lentos e vãos
como tetas secas
como barrigas murchas
como conchas lisas
gengivas pretas
feto malformados
mas que se vingam natimortos
em riste
em busca alucinada pelo seio farto
pelo seu rastro
pregas e desejetos
pelo muito que há de você em mim
pelo que acredito
por mim

Anúncios
Não há comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s